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Entrevista

Missionário Antônio Cirilo

.“Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e seja o levantar das minhas mãos como o sacrifício da tarde.” (Sl. 141.2.)

 

O Caminho ensinado pelo Pai
O cantor e pastor André Valadão fala sobre paternidade a partir de três vivências pessoais

Talvez pareça difícil ter uma vida estruturada diante das circunstâncias que a vida oferece, entretanto, para André Valadão, sua história faz parte de um processo de erros e acertos acompanhados de perto, desde a infância até hoje, por seu pai, o também pastor, Márcio Valadão. “Graças a Deus, estou acertando mais que errando”, diz.

Criar um filho é um desafio, uma grande responsabilidade, porém, André Valadão destaca uma palavra da Bíblia: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Pv 22.6.) Por outro lado, o mundo tem vivido de forma a negligenciar o amor paternal e familiar, quase esquecido: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá.” (Êx 20.12.) Acompanhe a história de André Valadão, e receba do carinho e amor do Deus Pai, para com a sua vida, leitor, independente se você seja filho, pai ou irmão, tenha a convicção de que você é filho de Deus.

Infância e adolescência
“Graças a Deus fui criado em um lar evangélico muito tranquilo, muito equilibrado. Meu pai, que é pastor, sempre foi muito presente, mesmo com muitas atividades e responsabilidade na igreja. E sendo filho de pastor tive uma vida normal, com liberdade, jogava bola na escola, fazia bagunça na rua, tive meus amigos, aproveitei bastante (risos). Também tive minha adolescência, os questionamentos que todo jovem tem. Sempre fui uma criança e um adolescente muito animado, muito alegre, muito festivo, eu nunca levei problemas para os meus pais. Sempre fui muito ativo, mas muito obediente. Sempre que eles batiam o pé, falavam, eu obedecia. Nunca tive vontade de abandonar os caminhos de Deus, mas confesso que já troquei o evangelho por momentos. Infelizmente, às vezes, fazemos algumas coisas para aprender o que é melhor na vida. Acredito que todo mundo passa por isso. Pecar é errar o alvo, trocar os valores. Isso já aconteceu. Mas abandonar o evangelho, deixar Jesus, isso nunca passou pela minha cabeça.”

Juventude
“Apesar de aos sete anos ter entregado minha vida para Jesus, ter sido batizado aos 11 e ter crescido na igreja, somente aos 19 anos tomei a decisão de separar minha vida exclusivamente para Deus. E disse: ‘Eu vou ser um homem de Deus, eu vou seguir a Deus’, e nunca mais olhei pra trás. Nessa época fui estudar nos Estados Unidos e morei três anos lá. Ainda assim, meu pai sempre foi presente, sempre o tive como referência para mim. Foi muito importante sair da minha zona de relacionamento, deixar um pouco os meus amigos da época e a minha família para realmente focar no que Deus tinha para mim. Voltei dos Estados Unidos com 22 anos, com uma outra cabeça, uma outra direção para minha vida.”

Casamento
“Sair de casa para casar foi a melhor coisa do mundo! (risos) Eu e Cassiane namoramos, noivamos e casamos em seis meses. Eu já estava trabalhando na igreja, estava na minha caminhada com Deus. É uma história engraçada, porque minha irmã, Ana Paula, foi com o Diante do Trono ministrar em Londrina, no Paraná, promovido pela mãe da Cassiane. Ela andava de carro para baixo e para cima com minha irmã. A Ana apaixonou com a Cassiane e logo me ligou. Eu ainda estava nos Estados Unidos quando minha irmã me disse: ‘Acho que encontrei sua esposa aqui, viu. Não sei se você conheceu alguém, mas essa aqui se parece muito com você.’ Aí não teve jeito, logo nos casamos (risos).”

Chegada do Lorenzo
“Eu e Cassi estamos casados há sete anos. Por termos namorado pouco tempo – só seis meses – nós namoramos casados. Nós curtimos muito: viajamos bastante, saímos muito, não tinha hora, saíamos de madrugada, ia pro cinema a qualquer hora, não tinha hora para voltar, porque eram só nós dois mesmo. O Lorenzo até veio de surpresa, estávamos curtindo, mas Deus permitiu que ele viesse. Veio como uma festa para nosso casamento, uma dádiva de Deus para nós. Dias antes de sabermos sobre a gravidez estava viajando no ônibus com a banda, no meio de algum lugar qualquer do Brasil, e me deu um desespero de saudade. Senti saudade da minha casa, da minha família, da minha esposa, como se eu já tivesse um filho. Aquilo pra mim foi muito forte. E talvez, naquele dia, ela já estivesse grávida e não sabíamos, foi meu primeiro sentimento de paternidade.”

Paternidade – com a visão de filho
“Eu sempre via a paternidade como amizade. A coisa que o filho mais busca de um pai é a amizade. Não é nem tanto um comandante, um general, um pastor ou um bispo de sua vida. O filho quer alguém para ter como amigo. Principalmente na adolescência e na juventude que você vê e começa a entender verdadeiramente os valores de uma amizade. O que mais vale é ser amigo do pai.”

Paternidade Espiritual

“Fui consagrado ao ministério pastoral ainda nos Estados Unidos, esse reconhecimento ministerial veio de lá. Quando voltei ao Brasil compreendi uma realidade de responsabilidade. No primeiro domingo de volta à Igreja Batista da Lagoinha batizei mais de 160 pessoas. Foi um peso de responsabilidade e me vi na paternidade espiritual, assumi o papel de pai espiritual.”

Paternidade – uma visão mais madura
“Ao receber a notícia da gravidez de Cassiane, quando vi o primeiro ultra som, tudo mudou na hora. É impressionante como nossa mente muda. Lembro das pessoas me dizendo ‘quando você tiver o primeiro filho você vai entender’. É, agora entendo, é verdade! É diferente quando você tem alguém que é um pedaço seu. É muito forte. Como pai do Lorenzo percebo a paternidade como um exercício de paciência. Não há outras palavras senão longanimidade e misericórdia! Senso de humor, então, é fundamental. Com pouco tempo em que sou pai percebo a quantidade de coisas que já abri mão para estar com meu filho – hoje com sete meses. De fato, minha vida mudou radicalmente. Hoje sendo pai, sendo mais velho, entendo que a paternidade, a responsabilidade de criar alguém, de cuidar de alguém é um sacrifício, uma entrega.”

Desafio da humanidade - ver Deus como Pai

“Existem, sim, dificuldades para que as pessoas enxerguem Deus como Pai. Fui privilegiado de ter tido um pai abençoado. E mesmo tendo um pai tão maravilhoso, um amigo – lembrando que ele não é perfeito, também já errou, já me pediu perdão, já conversamos e discutimos – mesmo com um pai assim é um grande desafio cuidar, respeitar e tratar bem seu pai. Quanto mais aqueles que possuem um pai que não têm Jesus ainda – um pai que bebe, que agride, que traiu, que abandonou a família – isso dificulta para que a pessoa veja Deus como pai, é só uma obra do Espírito Santo para entender e ter um relacionamento com Ele. Infelizmente, vejo que uma das principais estratégias do diabo é ferir as pessoas com aquele que tem autoridade na família, o pai, a mãe, para destruir esse sentimento de família.”

Uma esperança

“Para quem lê esta matéria deixo minha mensagem como pai. O nosso pai terreno, o pai carnal é limitado como você que lê este texto. Talvez por causa de um trauma, por causa de uma necessidade, por causa de uma ansiedade, seu pai tenha falado de uma maneira errada com você, pode ter te agredido, batido, pode até mesmo ter abusado. Todo o ser humano está sujeito ao erro, mas o Pai Celestial não erra. Como Pai Celestial, o nosso Deus nos toma no colo, nos toma nos braços e cuida de nós, mesmo diante dos nossos erros e das nossas falhas. Como pai, mesmo sabendo que vou errar com meu filho um dia, posso vir a falhar com ele alguma vez, ainda assim, vou fazer de tudo para sempre tentar ser o melhor pai, tendo Deus como minha referência. Mas ensinando ao meu filho que mais do que eu, o Deus criador de todas as coisas, Ele é o nosso verdadeiro Pai, Ele vai cuidar do meu filho e cuida de você que está lendo esta matéria. Feliz Dia dos Pais.”

:: Por Elisandra Amâncio
elisandra.amancio@lagoinha.com

 

 

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