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A Fé e o desejo na conversão

 "era homem de bem, e cheio do Espírito Santo e de fé"

 

Se não falar de fé simplesmente como a aceitação incondicional de verdades definidas e absolutas, percebe-se que ela é uma relação com Deus e, que este é transcendente ao homem, sendo que este homem, limitado e incompleto, busca relacionar-se com um Deus sagrado e completo. Este relacionamento remete a um processo gradativo de intimidade, e, a medida que ele vai se estreitando, o sujeito participante da experiência atinge um nível de intimidade que transforma sua vida.

Nesta relação, a experiência de fé dá sentido à vida do sujeito, sendo o nível de familiaridade tão intenso que quanto mais se avança, maior vai se tornando a fé, elemento indispensável porque sem a fé não se pode agradar a Deus, e por intermédio da fé Deus e homem se aproximam e, o desejo de Deus de novamente manter um relacionamento íntimo com o homem efetiva-se.

Esta fé remete a um comprometimento pessoal com Deus, onde o homem busca conhecer mais e mais desta força sobrenatural que o convida a um relacionamento.

Conhecendo o que Deus deseja para o homem, a intervenção de Deus no percurso de sua vida fica mais leve, nenhum homem gosta de fazer uma viagem sem saber qual o roteiro nem o destino, e quanto mais se conhece, mais se permite conhecer e mais se confia, e neste instante o homem passa a reavaliar seus conceitos e valores.

É comum analisar-se a fé como envolvendo três passos: o conhecimento, o assentimento e a confiança.

:: Primeiro, é o conhecimento ou a familiaridade com o conteúdo do evangelho;

:: Segundo, é o consentimento ou o reconhecimento de que o evangelho é verdadeiro;

:: Terceiro, é a confiança, o passo essencial para a entrega do eu a Deus.

Ao tratarmos a fé como sendo esse tipo de conhecimento, assentimento e confiança, ela será profundamente humana e ao mesmo tempo sagrada, ajudando no crescimento e desenvolvimento do homem. Neste processo questões existenciais são abordadas, todo o contexto do homem pode ser mudado e na maioria deles existem resistência tanto interna, como externa.

Diante de uma situação difícil, nova ou de mudança, algumas pessoas se evadem usando uma série de recursos defensivos de fuga, como por exemplo o recalque (processo pelo qual o sujeito procura repelir ou manter oculto no inconsciente as representações de pensamentos, imagens, fantasias e recordações que estejam ligadas a algum desejo pulsional de surgir no consciente). Enquanto outras buscam enfrentar a dificuldade, tomar conhecimento da sua real condição, encarar a dor, outros, talvez não consiga sair do quadro ao qual se encontra.

Desejo é uma vontade que nasce dentro do sujeito que o leva a buscar uma transformação, é a sua vontade própria interagindo e impulsionando a manter-se na busca por um foco definido. As circunstancias podem estar mostrando o oposto do que se almeja, mas dentro do sujeito existe uma força sobrenatural ligada ao desejo que o faz manter-se em pé, tudo parece estar desmontando mas ele tem esperança de encontrar um caminho, que modificará sua realidade frustrante.

Dentro de todo homem existe uma vontade um desejo insaciável que é um impulsionador nato, real e existente em todo homem. A palavra desejo forma-se a partir dos étimos latino de, privação + sidus, estrela, o que alude à impossibilidade de alcançar e possuir uma estrela do firmamento, ou seja, a vontade do sujeito de obter algo que lhe está faltando, mas que está muito longe. Freud exalta a importância do desejo, e que ficam reprimidas no inconsciente à espera de algum tipo de gratificação, tal como acontece com os sonhos os quais concebeu como uma forma disfarçada da realização de desejos.

Este desejo irá remete-lo a constantes buscas para se satisfazer. Em ambas as situações, fé e desejo o sujeito irá deparar sempre com uma busca pelo que falta, e esta busca é sempre de algo novo, o instante seguinte é sempre novo, nenhum homem sabe o que poderá acontecer nele. (Como ele enfrentará sua nova situação, e o que irá ocorrer com o sujeito nem ele mesmo irá saber, ninguém sabe como se reagirá mediante um novo, pode-se ter noção, mas não certeza).

O homem deve ter conhecimento das suas dificuldades, das suas potencialidades e dos seus limites. Cada sujeito deve buscar conhecer-se a ponto de saber onde se encontram os seus potenciais e as suas limitações. Dispensar tempo consigo próprio é fundamental pois ajuda o sujeito a raciocinar conscientemente e a ser capaz de assimilar, visualizar, escutar e analisar se uma situação é mais forte que ele, se é possível solucionar determinada questão ou se faz necessária uma ajuda.

Caso contrário, o que o sujeito irá fazer será recalcar os seus desejos e anseios.(Recalcar é como se algo ficasse escondido e, só volta a consciência em forma de sintomas, sonhos, lapsos, atos falhos).

Portanto, saber se um desejo será satisfeito, ou não, só será possível se o sujeito refletir sobre o mesmo procurando analisar se o seu desejo é também o desejo de Deus. Se for, tenha fé porque ele irá acontecer.

Dra Carla Ivonete S.Campos
Psicóloga Clínica, e coordenadora de seminários de restauração profissional
Restauração Profissional / www.restauracaoprofissional.com


 

 

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