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Prepare-se para a batalha - parte II

Para finalizar, há um quinto risco: os perigos espirituais...

 

Continuação...

“Pois ele te livrará do laço do passarinheiro”, diz o verso 9. Quem é o passarinheiro? É o diabo. É ele quem põe arapuca ao nosso redor e quem põe laço para nos prender. Como se não bastassem os riscos de doenças, de acidentes, de catástrofes, há o risco espiritual, invisível. Mas o Senhor nos faz uma promessa no verso 10: “Nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará à tua tenda”. Praga é um mal espiritual. No original, praga significa maledicência. É quando alguém deseja o mal para você gratuitamente. Você está dando o melhor, mas isso incomoda o seu colega, e ele, então, passa a desejar a sua destruição. Na sua frente ele está rindo, mas atrás está praguejando para atingir a sua casa. Pragas são espaço para demônios. Apesar de você achar que não, estas coisas existem.

Talvez você pense que é apenas misticismo popular, a exemplo de mau olhado, inveja, quebranto; - não importa o nome que se dê; mas há uma brecha espiritual nas palavras de maldição ditas com ódio e com inveja amargurada, e quantas vezes somos sujeitos a isso! Depois de me ouvir falar, você pode estar chocado com a dureza da vida e pensando no que fazer, então! Aqueles que não crêem, que não têm o privilégio de poder descansar aos pés do Onipotente, diante dos perigos biológicos, transformam-se, muitas vezes, em hipocondríacos, tomando todo tipo de remédio, vitaminas, proteínas, cálcio, ferro, minerais. A primeira evidência de que entramos no esconderijo do Altíssimo é o descanso. Na Bíblia existem fatos que ilustram o esconderijo do Altíssimo. O primeiro está em Êxodo 12, quando aconteceu a Páscoa do povo de Israel e a morte dos primogênitos egípcios. O povo de Deus deveria ficar dentro de casa e a maneira de transformar a casa num esconderijo ao Altíssimo era aplicando o sangue na porta. Hoje, qual é a maneira de habitarmos no esconderijo do Altíssimo? Colocando o sangue sobre a nossa casa, sobre a nossa vida. É crer e andar debaixo deste descanso, desta promessa, desta aliança, que é o sangue de Jesus.

Quando colocamos o sangue sobre a nossa vida, nos colocamos no esconderijo do Altíssimo, a vida de Deus passa a nos fazer sombra, e descansamos nela. Em Mateus 23.37, Jesus disse: “Quantas vezes eu quis arrebanhar vocês, do mesmo jeito que uma galinha pega os seus pintinhos e os coloca debaixo das suas asas”. Quando é que somos guardados no esconderijo do Altíssimo? Quando estamos nas asas do Senhor. Estar debaixo das asas do Senhor é se deixar guiar por ele; é se permitir ser comandado e dirigido por Ele. Quando você está no centro da vontade de Deus, você está como um pintinho debaixo das asas da galinha – quente e protegido. Em II Reis 6, lemos a história de Eliseu. O rei da Síria queria atacar Israel, mas tudo o que o rei da Síria pensava, Deus contava para Eliseu e este contava ao rei de Israel. O rei da Síria ficou pensando que tinha um delator no meio do seu exército, até descobrir que a causa de tudo era Eliseu, o projeta. Decidiu, então, mata-lo. Seus soldados cercaram a casa de Eliseu. (Não sabiam que a sua casa era um esconderijo do Altíssimo!) Geasi, o servo de Eliseu, temeu muito. Eliseu orou para que os olhos de Geasi fossem abertos e; então, ele pode ver que mais eram os que lutavam por eles, do que os inimigos em volta da casa! O segundo princípio para estarmos nesse esconderijo está nos versos 2 e 9. Falar, confessar, proclamar, declarar, abrir a boca, concordar. E não apenas crer lá dentro, silenciosamente. É abrir a boca e falar. O verso 9 diz: “Pois disseste”. É preciso falar. Deus não faz as coisas simplesmente porque cremos, mas porque cremos e falamos. Não é falar qualquer coisa. Não é falar aquilo que imaginamos. O poder não está no falar em si; está em se falar a Palavra. “Cobrir-te-á com as Suas penas, e sob as Suas asas estarás seguro” é a promessa do verso 4. A verdade é pavês e escudo. Pavês era um grande escudo que era levado nas guerras, que protegia até contra flechas incendiárias muitos homens de uma só vez. O escudo protegia a um; o pavês a um pelotão inteiro. A proteção aqui neste salmo é a verdade.

Quando você confessa a verdade, esta confissão tem poder na sua vida. A verdade tem pelo menos três dimensões. Em primeiro lugar, ela é a doutrina – aquilo que está escrito. O segundo aspecto fala de coerência entre o que falo e o que vivo. Muitos falam e até confessam, mas não vivem. Isso é incoerência, e onde há incoerência não há verdade, e onde não há verdade não há proteção. Em terceiro lugar, a verdade é transparência, honestidade; é falar de algo que, de fato, você crê, e não apenas frases de efeito. No versículo 9, Davi diz: “Pois disseste: O Senhor é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada”. Não é automático. O Senhor não é morada automática para ninguém; você tem que fazer dEle morada. É porque você disse, falou, declarou, creu na verdade e viveu em linha com ele, que algumas santas conseqüências vão vir: nenhum mal te sucederá, as pragas que foram jogadas contra você não vão chegar à sua casa, porque os anjos do Senhor vão estar ao seu lado e vão sustenta-lo em suas mãos; se você tropeçar, não vai cair, e ainda vai pisar no leão e na serpente sem sofrer dano. O terceiro princípio para que o Senhor se torne o nosso esconderijo é nos apegarmos a Ele com amor: “Porque a mim se apegou com amor” (verso 14). No original, este apegar significa grudar e não largar mais de Deus, como Jacó no Vau de Jaboque: “Eu não te deixo, enquanto não me abençoares”.

Muitos não estão habitando no esconderijo do Altíssimo porque ainda não grudaram no Senhor. Se você se apegar a Ele com amor, Ele, por sua vez, se apegará a você. Você nEle e Ele em você: aí não há espaço para o diabo. Se alguém tentar tocar em você, vai ter que tocar em Deus primeiro. É por isso que posso dizer que nem um fio de cabelo cai da minha cabeça, a não ser pela permissão dEle, e ninguém pode tocar em mim se Deus não deixar; e se Deus deixa, não me preocupo pelo que o homem pode fazer, não me preocupo pelo que pode vir, porque eu sei que estou nas mãos do Senhor. Estas coisas têm que ser vivas em nosso espírito! O mundo é um lugar perigoso e os riscos são muitos, mas há um lugar de descanso. A vida só tem sentido se for à sombra do Onipotente. Se não for lá, não dá; nos tornamos neuróticos, angustiados e temerosos. Mas, se estamos à sombra do Onipotente, temos a proteção do Senhor.

 

Fonte: Lagoinha.com

Redação: PIBMilionarios.com

 

 

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